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Dorival no banco dos réus: Erro tático ou falta de elenco?

Por Luan Correia 14 de março de 2026 0 comentários

Se tem uma coisa que o corinthiano sabe ser é grato. A gente nunca esquece quem honrou o manto, e o Dorival Júnior tem um crédito gigantesco por ter nos devolvido o grito de campeão com a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa de 2026 agora em janeiro. Mas, aqui no Fielagora, a gente precisa ser sincero: a gratidão não pode nos cegar para o que está acontecendo em campo hoje. O Corinthians estagnou, e a culpa precisa ser dividida.

A eliminação precoce no Paulista para o Novorizontino e o início irregular no Brasileiro ligaram o sinal de alerta. Mas antes de pedirmos a cabeça do técnico, precisamos olhar para os dois lados da moeda.

A “Yuri-dependência” e os erros de Dorival

Vamos começar pela crítica direta: o Dorival parece ter travado após o título da Supercopa. É inadmissível que um time do tamanho do Corinthians não saiba o que fazer com a bola quando o Yuri Alberto não está em campo ou está em um dia ruim.

A insistência em um esquema que já foi mapeado pelos adversários e a demora para mexer no time quando o plano A falha são erros que vão direto para a conta do treinador. O time virou um “arame liso”: troca passes laterais, mas não agride. Cadê a variação que vimos no ano passado, professor?

O milagre com o que tem na mão

Por outro lado, precisamos ter os pés no chão. Quem a gente olha no banco de reservas hoje que realmente muda o jogo? Dorival tem feito “mágica” com um elenco curto e opções limitadas desde que chegou. Cobrar um futebol de elite europeia com um banco de reservas que não entrega o básico é injusto.

Muitas vezes a culpa cai no técnico porque ele é a face do comando, mas a passividade de alguns jogadores em campo — que parecem ter “saciado” a fome com os títulos recentes — assusta mais do que a tática do treinador.

O abismo do mercado e o bolso vazio

Demitir por demitir é fácil. Difícil é responder: quem vem no lugar? O Corinthians hoje, apesar dos títulos, ainda não tem saúde financeira para pagar multas rescisórias astronômicas ou trazer um medalhão estrangeiro. O mercado nacional está escasso, e trazer qualquer “aposta” agora pode ser o caminho mais rápido para transformar um ano de defesa de título em um desastre.

A gratidão pelas taças de 2025 e 2026 não deve mantê-lo no cargo para sempre, mas a realidade financeira do clube e a falta de nomes melhores no mercado nos forçam a ter cautela. Não dá para dar um salto no escuro.

O Veredito

O ciclo não precisa acabar agora, mas o Dorival precisa entender que o crédito das taças não é infinito. Ele precisa encontrar urgentemente uma alternativa para a ausência do Yuri Alberto e parar de “morrer abraçado” com convicções que pararam de funcionar após a Supercopa.

E você, torcedor? Acha que o crédito de 2025 já acabou ou o problema é que o elenco é curto demais para o que o Dorival quer fazer? Se ele sair, quem você traria sem quebrar o clube? Comenta aí embaixo!

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Créditos da imagem: Foto de Rodrigo Coca/Agência Corinthians. Arte e montagem por Fielagora.com.br.

Luan Correia
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